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A difícil arte de conceituar
…” Deus deu a forma. Os artistas desformam.
É preciso desformar o mundo:
Tirar da natureza as naturalidades.
Fazer cavalo verde, por exemplo.
Fazer camponesa voar – como em Chagall. “
(Manoel de Barros – Livro sobre o Nada)
Para Jacqueline Joner, o curso tanto o de Repertório em Fotografia quanto o de Construção de Portfólio são resultados de um aprendizado referenciado na História da Arte e na busca de uma aproximação efetiva com os principais conceitos da MESTIÇAGEM, reunindo apropriação, contaminação e serialização por outros espaços da arte, característica principal da fotografia hoje. Conceitual, leva os artistas a uma união do conceito arte/vida unindo tensão no fazer e no mostrar – a poiésis – fincando pé na atualidade. Marco na História da Arte, a Fotografia finalmente ocupa destaque internacional como suporte nas poéticas visuais, em função de seu papel real na construção do imaginário. É muito importante que a fotografia seja resgatada… Contrário à estética do século XIX, como lembra o artista Vitor Burguin, que ainda domina a maior parte do ensino da fotografia, e a maior parte do que se escreve sobre fotografia, o trabalho em semiótica mostrou que uma fotografia não deve ser reduzida a “pura forma”, nem a uma “janela para o mundo”, nem mesmo a uma passagem para a presença de um autor. Um fato de primordial importância social é o de que a fotografia é um local de trabalho, um espaço estruturado e estruturador dentro do qual o leitor distribui, e é distribuído, por quaisquer códigos com os quais ele tenha familiaridade, de modo a fazer sentido.